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Lula e Amoêdo lideram doações para campanha eleitoral

Por Vicente Conserva    Terça-Feira, 3 de Julho de 2018


Os pré-candidatos já podem arrecadar recursos via vaquinha, mas o dinheiro só poderá ser usado a partir do dia 15 de agosto, quando a campanha começa oficialmente. Novidade das eleições 2018, a vaquinha virtual é uma modalidade de crowdfunding (financiamento coletivo) para campanhas, aprovada em 2017 na minirreforma eleitoral.

O modelo foi pensado como alternativa de caixa aos partidos, depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) vetou a doação empresarial, em julgamento de 2015. A Justiça Eleitoral diz, ainda, que um dos objetivos da vaquinha virtual é engajar o eleitor e aproximá-lo da militância política.

Preso desde abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é pré-candidato do PT ao Palácio do Planalto, e o partido ainda não admite "plano B" - pelo menos não publicamente. No ar desde o dia 6 de junho, a vaquinha de Lula é campeã em arrecadações até agora: R$ 366,5 mil.

O ex-presidente diz ser "preso político" e, embora esteja inelegível pela Lei da Ficha Limpa, visto que sua condenação foi confirmada na segunda instância, ele não está imediatamente fora da disputa eleitoral.

Atrás de Lula no "ranking" das vaquinhas está o pré-candidato João Amoêdo (Novo), com R$ 261,3 mil angariados até as 13h desta terça-feira (3). O Novo afirma ser contra o uso de recursos públicos em campanhas e anunciou que não usará verba do Fundo Eleitoral nem do Fundo Partidário nas eleições 2018.

Manuela D'Ávila (PCdoB) recorreu a uma vaquinha em nome do partido para custear viagens de pré-campanha e já conseguiu R$ 40,3 mil. Guilherme Boulos (PSOL), que também arrecada em nome do partido, soma R$ 22,1 mil.

O pré-candidato Álvaro Dias (Podemos) lançou uma vaquinha em seu nome e já recolheu R$ 17,9 mil.

A pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) informou que a vaquinha deve ser lançada nos próximos dias, ainda na primeira quinzena deste mês de julho.

Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSL) afirmam que colocarão suas plataformas no ar após o fim da Copa da Rússia.

Já o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) e o empresário Flávio Rocha (PRB) pretendem pagar suas campanha com dinheiro do próprio bolso e, portanto, não devem lançar vaquinhas.

Se determinada candidatura não for confirmada, os valores doados terão de ser devolvidos ao doador.

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