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Programação de São João é como escalação de seleção brasileira: cada forrozeiro vira um treinador.

Por Jornalista Misael Nóbrega    Sexta-Feira, 19 de Abril de 2019


É verdade que os gostos são influenciados pela indústria da mídia, mas há também os valores tradicionais que nos acompanham há várias gerações. 

Não acho que seja descabida a proposta de reivindicar os aspectos de antigamente; mas, concordo que isso tem que ser avaliado antes de o evento ser formatado.

Às vezes a festa sai do controle e toma uma proporção gigantesca; porém, se perdermos a essência, ela se transforma em coisa alguma.

Temos que dá uma dinâmica ao São João para que ele não sofra solução de continuidade; até porque há muito em jogo e recuar é perigoso.

Se cada prefeito inventar de fazer a "sua" festa, carimbando-a de próprio punho, teremos menos garantias de que a nossa identidade seja preservada, pois o evento perderá as suas características culturais.

Que tal deixar o evento mais técnico e menos político... Criando uma lei específica, como em Caruaru, por exemplo? Ou nomear uma coordenação para cuidar, exclusivamente, do São João?

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Desta forma, poderíamos "vender" o evento, o ano todo, com a realização de: festivais, feiras e workshops; pensar melhor as inovações; construir nossos próprios cenários; captar recursos de forma mais profissional e sem onerar os cofres públicos...Só para citar alguns.

Não sei se os "Safadões" virão; ou se Neymar será o artilheiro da próxima copa. O que o forrozeiro quer, assim como o torcedor, não é ofuscar o brilho dessas estrelas...

Eles querem a alegria de todos os Santos... 

Mas, também, que os serviços de Saúde, Educação, Assistência Social... não fiquem comprometidos depois que a festa acabar. Pensemos nisso.

(Misael Nóbrega de Sousa)

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