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Exclusivo: Sepultado no Ceará, neste sábado, o corpo do jurista patoense Paulo Bonavides

Por Redação 40 Graus    Sábado, 31 de Outubro de 2020


Numa cerimônia restrita a parentes e amigos mais próximos, foi sepultado na tarde deste sábado (31), às 16h30, no Cemitário Metropolitano do Eusébio, em Eusébio no Ceará, o corpo do jurista patoense Paulo Bonavides. 

Não foi permitida a entrada de membros da imprensa. O Portal 40 Graus tinha uma enviada especial para cobrir o último adeus ao renomado patoense que fez história nas academias.

A viúva, Dona Iêda Sátyro, irmã do ex-deputado Múcio Sátyro, estava bastante emocionada ao se despedir do marido.

O professor e jurista Paulo Bonavides morreu nesta sexta-feira (30) aos 95 anos. A causa da morte e informações sobre o funeral não foram divulgadas.

Nascido em Patos, na Paraíba, Paulo Bonavides iniciou a carreira no jornalismo e no direito no Ceará. Em 1950, começou a lecionar sociologia para alunos do ensino médio do Instituto de Educação Justiniano de Serpa, em Fortaleza.

O jurista era considerado um dos constitucionalistas mais respeitados do Brasil. Foi presidente emérito do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional (IBDC), presidente de honra do Instituto de Defesa das Instituições Democráticas (IDID) e diretor da Revista Latino-Americana de Estudos Constitucionais, que ajudou a fundar.

Paulo-Bonavides

Foi professor emérito e visitante de universidades do Brasil e do exterior e recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de Lisboa (1998) e da Universidade Inca Garcilaso de La Vega (2009).

Paulo Bonavides é considerado um dos constitucionalistas mais respeitados do País, é autor de, dentre várias outras obras, Ciência Política e Curso de Direito Constitucional, duas das doutrinas mais tradicionais do pensamento de Bonavides. Casado com Yeda Satyro Benevides, com quem teve sete filhos (Paulo, Márcio, Clóvis, Vera, Gláucia, Doralice e Marília). Iniciou seus estudos jurídicos, em 1943, na Faculdade Nacional de Direito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde bacharelou-se em 1948. Durante a graduação, realizou também curso de extensão em Sociologia Jurídica na Harvard University, entre 1944 e 1945.

Começou sua carreira docente em 1950, como professor de Ensino Médio na disciplina de Sociologia, no Instituto de Educação Justiniano de Serpa, prestando seus serviços como concursado de 1951 a 1958. Nos anos letivos de 1951 e 1952, fez-se professor do Seminário Românico da Universidade de Heidelberg, na Alemanha; e, no Brasil, começou a lecionar no Ensino Superior em 1956, como Professor Assistente de Introdução à Ciência do Direito na Universidade Federal do Ceará, isto após a conquista da Livre-Docência, com a tese: Dos Fins do Estado. Pela mesma instituição, no ano de 1958, conquistou os títulos de Doutor e Professor Catedrático, com a tese: Do Estado Liberal ao Estado Social, e passou a ministrar a disciplina de Teoria Geral do Estado. Quando da criação do Mestrado em Direito da universidade, em 1978, passou a ministrar a disciplina de Filosofia do Direito. Também foi professor visitante na Universität zu Köln, na University of Tennessee e na Universidade de Coimbra.

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