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Estudo aponta que CoronaVac é eficaz contra variante brasileira

Por Vicente Conserva    Quarta-Feira, 7 de Abril de 2021


A vacina CoronaVac chega a 50% de eficácia nos casos sintomáticos de covid-19, causados pela variante identificada em Manaus, no Amazonas, após 14 dias da aplicação da primeira dose.

Esse foi o resultado preliminar de um estudo realizado pelo grupo Vebra Covid-19, com 67.718 profissionais de saúde imunizados na capital amazonense, onde a mutação brasileira é predominante.

O estudo é encabeçado pelo médico infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e professor da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul).

Esse resultado permite a possibilidade de se utilizar os estoques de segunda dose do imunizante fabricado pelo Butantan, em parceria com a chinesa Sinovac, para vacinar agora quem tem mais de 60 anos de idade. Assim, projeta uma corrente de médicos e cientistas, seria possível entrar no inverno com risco menor de nova colapso nos hospitais.

Devido à escassez de doses da CoronaVac, há uma corrente de pesquisadores que defende que os prefeitos poderiam usar todo o estoque agora e manter 10% para a segunda dose. Em seguida, recomendariam aplicar a vacina contra influenza apos 14 dias da primeira dose da CoronaVac.

Esse é a primeira pesquisa que analisa a efetividade da CoronaVac num local em que a variante P.1, como é chamado o vírus que surgiu no Brasil, é predominante.

A partir da próxima semana, os pesquisadores terão resultados da resposta à aplicação da segunda dose da vacina produzida pelo Instituto Butantan. A expectativa é que o resultado seja ainda mais positivo. 

O grupo Vebra Covid-19 foi criado para analisar a eficácia de imunizantes contra a covid-19 no Brasil. Fazem parte dele pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e profissionais da Secretaria de Saúde do Amazonas, Secretaria de Saúde de São Paulo, Secretaria de Saúde de Manaus e Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. 

Os próximos passos do Vebra serão analisar a efetividade da CoronaVac e da vacina de Oxford em idosos nas cidades de Manaus (AM) e Campo Grande (MS), além do estado de São Paulo.

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