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Envolvido na Operação Cidade Luz em Patos já estaria estudando fazer delação premiada

Por Redação 40 Graus com PB Agora    Sexta-Feira, 10 de Agosto de 2018


Informações advindas da Capital do Estado dão conta que um dos envolvidos na Operação Cidade Luz, desencadeada semana passada em Patos, que investiga um esquema criminoso que teria sido montado na Gestão Dinaldo, pode dar mais desdobramentos nos próximos dias.

O ex-assessor jurídico da Prefeitura de João Pessoa, Felipe Moreira Cartaxo de Sá, sobrinho do prefeito da Capital, um dos envolvidos na Operação e que teve em sua residência em João Pessoa mandado de busca e apreensão do pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, já teria entrado em contato com alguns advogados e estuda fechar um acordo de delação premiada. Como a investigação em Patos, já está bastante adiantada com robustas provas, imagina que ele traga novidades de outros municípios.

O vereador Fernando Milanez Neto (PTB), líder do governo na Câmara Municipal de João Pessoa, foi o encarregado de fazer a defesa do governo Cartaxo. Ele garantiu que a Prefeitura de João Pessoa nada tem haver com a Operação Cidade Luz desencadeada em Patos.

Milanez Neto revelou ainda que o prefeito Luciano Cartaxo providenciou o afastamento do parente Felipe Cartaxo, tão logo veio à tona a operação e as denúncias contra ele. O parlamentar mirim disse ainda que é preciso ter cautela com as acusações que são feitas, garantiu que o agora ex-assessor jurídico é inocente e que, inclusive, poderá ser recontratado, quando as investigações findarem, sendo comprovada a sua inocência.

A acusação

Felipe acusado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba de receber propina da empresa Real Energy, por ter intermediado um contrato fraudulento entre a empresa e a Prefeitura de Patos. Os fatos constam da investigação desencadeada pela operação ‘Cidade Luz’.
 

A acusação de que Felipe Cartaxo teria recebido propina da Real Energy consta na peça acusatória do Ministério Público da Paraíba. O esquema foi desvendado pelo Gaeco da Paraíba a partir da delação premiada feito por um funcionário ao Ministério Público do Rio Grande do Norte. No processo, além da delação que foi homologada pelo Tribunal de Justiça, constam conversas entre os acusados por meio de aplicativo de troca de mensagens.

O acusado não foi encontrado para apresentar a sua versão sobre os fatos.

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