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Operação para identificar desmatamento na Mata Atlântica é lançada na Paraíba; Matureia está na rota

Por Jornal da Paraíba    Terça-Feira, 11 de Setembro de 2018


Foi lançada nesta segunda-feira (10), na Paraíba e em outros dez Estados do país, a operação Mata Atlântica em Pé. O objetivo da ação é identificar desmatamentos em áreas de Mata Atlântica, punir os responsáveis e cobrar a reparação dos danos; na Paraíba, a operação, que envolve os Ministérios Públicos estaduais, deve se concentrar em nove alvos que somam, aproximadamente, 100 hectares de área fiscalizada.

A iniciativa busca a proteção e a recuperação do bioma a partir da identificação das áreas degradadas nos últimos anos e dos responsáveis pelas agressões, para cobrar a reparação dos danos e outras medidas compensatórias. Com duração prevista para até esta quarta-feira (12) (exceto em Minas Gerais e no Ceará, onde as ações se estenderão por um dia a mais), os trabalhos de fiscalização serão conduzidos e coordenados por equipes formadas por representantes dos Ministérios Públicos, órgãos públicos ambientais e polícias ambientais de cada estado participante, a partir da organização e planejamento idealizados pelo Ministério Público do Estado do Paraná. Os resultados da operação nacional serão apresentados no início da tarde de quinta (13).

Além do Ministério Público da Paraíba (MPPB) estão realizando a operação os MPs dos seguintes estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará. Os Centros de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente dos MPs de cada estado assumirão as tarefas de sistematizar os resultados das fiscalizações. Na sequência, encaminharão os relatórios, junto com material de apoio, às Promotorias de Justiça das comarcas onde forem identificados dos danos ambientais.

O bioma da Mata Atlântica está presente em 17 estados brasileiros e cobre (em sua extensão original) cerca de 13% do território nacional, onde vivem aproximadamente 140 milhões de pessoas, que dependem das múltiplas funções ambientais da Mata Atlântica. Apesar disso, continuam ocorrendo desmatamentos em toda a sua extensão.

No Pico do Jabre, em Matureia-PB, entre os municípios de Maturéia e Mãe d´Água, ela atinge o seu ápice no Pico do Jabre. Este é o ponto mais alto do Estado, com 1197 metros de altitude, também existe restos da Mata Atlântica.

No pico das alturas, o que mais chama a atenção são as diferenças na paisagem. Embaixo, está a Caatinga, ambiente marcado pela escassez de água e de comida na época da seca. E em cima, uma realidade completamente outra: um clima mais úmido e ameno. Por isso mesmo o Pico do Jabre funciona como um refúgio para muitos animais. É uma espécie de oásis no sertão da Paraíba.

Para entender como funciona a natureza lá no alto, a equipe do TG convocou um time de especialistas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que estuda o pico. Para isso, não poupam as pernas. Às vezes é preciso caminhar quilômetros na mata fechada e cheia de espinhos.

A professora e engenheira florestal Maria do Carmo apresenta uma área de vegetação densa, um ambiente muito diferente do que se encontra na Caatinga. Ela explica que o Pico do Jabre é realmente outro tipo de floresta, mais parecida com a Mata Atlântica, comum no sul, sudeste ou no litoral do Brasil. A diversidade é o mais surpreendente: de um lado, os cactos e, do outro, espécies de bromélias e epífitas, que só são encontradas em locais úmidos.

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