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Robô fotografa navio afundado que pode conter tesouro de US$ 17 bilhões

Por G1    Sábado, 26 de Maio de 2018


Novos detalhes foram revelados sobre o galeão espanhol San José, que afundou há três séculos perto da costa caribenha da Colômbia.

O Instituto Oceanográfico Woods Hole, dos EUA, após ser autorizado pelo governo colombiano, revelou que usou o robô REMUS 6000 -- o mesmo que ajudou a localizar os destroços do voo da Air France que caiu no meio do Oceano Atlântico após partir do Rio rumo a Paris, em 2009 -- para fazer imagens de sonar e fotografias do San José deitado a 600 metros de profundidade.

O galeão espanhol foi encontrado em 2015. Muitas vezes chamado de "Santo Graal dos naufrágios", foi por muito tempo considerado um dos mais duradouros mistérios marítimos da história.

O galeão de 62 canhões e três mastros afundou em 8 de junho de 1708, com 600 pessoas a bordo, além de um tesouro de ouro, prata e esmeraldas durante uma batalha com navios britânicos na Guerra de Sucessão Espanhola. O tesouro pode valer até US$ 17 bilhões pelos padrões modernos, segundo a Associated Press.

Cerâmicas e outros objetos que estavam a bordo do San José fotografados no fundo do Mar do Caribe (Foto: Associated  Press)Cerâmicas e outros objetos que estavam a bordo do San José fotografados no fundo do Mar do Caribe (Foto: Associated Press)

O Woods Hole foi convidado a participar da busca por sua reconhecida especialização em exploração em águas profundas.

O veículo desceu até 9 metros acima dos destroços do San José para tirar várias fotografias, flagrando, entre outras coisas, as gravuras de golfinhos nos canhões do San José, peça-chave de evidência visual para confirmar que se tratava do galeão.

"Os destroços estavam parcialmente cobertos de sedimentos, mas com as imagens das câmeras das missões de menor altitude, pudemos ver novos detalhes nos destroços e a resolução foi boa o suficiente para distinguir a escultura decorativa dos canhões", disse o líder da expedição, Mike Purcell.

O tesouro do galeão tem sido objeto de batalhas judiciais entre várias nações e também empresas privadas. Há algumas semanas, a Unesco, agência cultural das Nações Unidas, pediu à Colômbia que não explorasse comercialmente o naufrágio, cuja localização exata continua sendo um segredo de Estado.

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